BOCA FORA DA LIBERTADORES?
O Boca Juniors vive um momento de alerta no futebol argentino. No somatório da temporada dois mil e vinte e cinco, o time ocupa a quarta colocação da tabela anual, com trinta e seis pontos. Pela regra atual, apenas os três primeiros dessa classificação — desconsiderando campeões de torneios nacionais — têm vaga direta para a Copa Libertadores de dois mil e vinte e seis.
No momento, o topo da tabela anual tem o Rosario Central, líder com quarenta e um pontos; o River Plate, segundo colocado com trinta e nove; e o Argentinos Juniors, terceiro com trinta e oito. O Boca, portanto, está a dois pontos da zona de classificação, numa disputa em que cada rodada pode mudar completamente o cenário.
Se a vaga não vier, o impacto será enorme. A última ausência do clube na Libertadores foi em dois mil e catorze, quando terminou mal posicionado no Campeonato Argentino e só voltou no ano seguinte. Na história recente, ficar fora do principal torneio do continente é sinônimo de crise institucional em La Bombonera.
O panorama é claro: rendimento em queda, pressão da torcida e um calendário que não perdoa. Sem reação imediata, o Boca pode reviver um fantasma que, para o clube, significa muito mais do que um simples número na tabela — é crise com letras maiúsculas.